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07/11/2009 - 10:36 |
Jansle Appel Junior
Apaixonados por Opala se encontram em Santa Cruz
O possante que durante anos dominou o imaginário dos brasileiros apaixonados por carros continua agregando seguidores. Em Santa Cruz do Sul o Opala é objeto de adoração. Tanto é, que neste fim de semana ocorre a terceira edição do Encontro de Opaleiros, organizado pelo Clube do Opala do município.
O evento ocorre neste domingo, em frente ao Parque da Oktoberfest, a partir das 8 horas. A Rua Galvão Costa será fechada entre a Avenida Independência e Tenente Coronel Brito para receber o público. Este ano, o encontro ganhou força entre outros municípios gaúchos, atraindo visitantes de diversas regiões. Segundo o presidente do Opala Clube, Claudemir Martins Pedroso, conhecido como Drurys, a expectativa é de que 200 automóveis Opala, de diversos modelos e épocas, sejam recebidos no local.
A entrada será gratuita e o público contará com uma programação diversificada — mas sem fugir do universo que envolve a estrela da festa. Uma das atrações será a gincana, na qual os participantes irão encarar provas como a identificação de peças do carro, empurrar um veículo antigo em menos tempo e colocar o maior número possível de pessoas dentro de um Opala.
Às 11 e 16 horas acontecem apresentações de borrachão (queima de pneus), promovidas por uma equipe de Porto Alegre. Já às 14 horas é a vez do show com a banda santa-cruzense Viúva Negra. A programação ainda inclui mateada com a Ervateira Valério. Os visitantes terão à disposição uma praça de alimentação e estacionamento fechado com segurança, além de sorteio de brindes como bonés, camisetas e chaveiros.
Segundo Drurys, a intenção com o encontro é dar visibilidade e garantir o crescimento da entidade que congrega de forma organizada os opaleiros do município. A pretensão, afirma, é incluir o evento no calendário oficial da cidade. “Já mostrou no ano passado que tem potencial para isso”, afirma. A festividade deste domingo conta com o apoio da Prefeitura, por intermédio das secretarias de Turismo, Esporte e Lazer e Transportes e Serviços Públicos.
CLUBE
O Clube do Opala de Santa Cruz do Sul começou quando amigos com o carro em comum tomaram a iniciativa. Uma tentativa de criação já havia sido dada em 2001, mas não vingou. Em 2007, buscaram uma nova organização, que rendeu frutos. A associação hoje guarda a posição de uma das maiores do ramo no Estado, com 40 integrantes cadastrados. Nas reuniões, definem ações para promover a imagem do veículo e trocam informações sobre peças e a movimentação comercial do modelo.
Nesse seleto grupo não são admitidos arruaceiros nem donos que maltratam os possantes. Lá, todo mundo exige respeito pelo objeto do desejo. Tudo o que é publicado em jornais e revistas sobre o Opala é catalogado. Os encontros ocorrem com frequência, sempre com uma churrasqueada na casa de alguém. Os opaleiros também já criaram uma comunidade no Orkut, onde fazem contato, buscam informações, trocam peças e oferecem oportunidades de compra.
>>Saiba mais
•• O projeto do Opala demorou cerca de dois anos e foi apresentado no salão do automóvel de São Paulo em 1968. A receita combinava a carroceria alemã do Opel Rekord/Commodore à mecânica norte-americana do Chevrolet Impala. Foram oferecidas duas opções de motores durante a produção do carro: quatro cilindros, tanto para as versões básicas quanto luxuosas ou esportivas, só que com mais economia, e seis cilindros.
•• Em 1972 o Opala foi eleito o Carro do Ano pela revista Autoesporte. Um dos mitos foi o Opala SS (Super Sport, ou Separeted Seats), versão que estreou o motor 4100 e se tornou o carro mais rápido do Brasil, à frente do Dodge Charger R/T e do Ford Maverick GT
•• Em 1975 a linha ganhou a versão station wagon chamada de Caravan, uma perua, que trazia maior espaço para bagagem. O sucessor do Opala foi o Ômega
As informações são do Jornal Gazeta do Sul.
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